segunda-feira, 15 de agosto de 2011


Eu podia ficar feia, só perdida
mas com você eu fico muito mais bonita,
mais esperta,
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo...
♪♫

Não vá embora - Marisa Monte

I Love You, meu amor! =)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Nostalgia


Depois de assoprar as poeiras e limpar as teias deixadas aqui, venho contar sobre minha vida...pra mim mesmo. Afinal, quem mais lê isso? Muita coisa mudou e muita coisa permanece igual. Acho que perdi um pouco a criatividade antes tão marcante em mim. Não sou mais a jovem nerd que aos 17 anos escreveu 3 livros. Aliás, perdi os 3. E quando penso nisso, algo por dentro me consome e me agonia infinitamente. Tenho repentes de desesperos quando procuro e não os encontro. Sempre tento e sempre não encontro. Lembro de quando me surgiu a idéia para o meu segundo livro. Estava no pátio de uma das casas que morei (Sim, já foram muitas) e o céu estava repleto de estrelas (Não...não é estória, muito menos clichê.) Fiquei pensando em como o céu podia dividir espaço entre as estrelas e a lua. Foi ai que pensei numa teoria takiliana maluca. Isso mesmo, Takiliana. Inventei A Lua de Tákila, onde eu explicava o motivo da existência estelar. Quer saber? “Sim, quero”. Havia duas Luas. Uma delas explodiu, fragmentando-se e dando origem as estrelas (Pedaços de lua); a outra continuou firme e forte e brilha até hoje no céu, Lua de Tákila. É...onde foi parar essa criatividade? Me admirava muito mais aos 17 anos. E, nessa idade, eu já me previa. Pode ser que o que sou hoje seja decorrente do que eu pensava que seria...Vai ver o inconsciente incorporou mesmo. Meio Julien Mitchel...outra personagem criada. No meio de tantos afazares, lições, faculdade, pressões de trabalho...esqueci minha criatividade. Ou pelo menos não tenho tempo pra ela. Essas novas “tecnologias”, formas de interação, engoliram a tão abençoada caneta e papel. A vida era tão mais emocionante quando eu chegava do colégio, corria e me trancava no quarto, para assim me jogar no chão, tirando minha caixa debaixo da cama. Nela tinha de tudo: fotos, primeira cartinha de amor, pedidos de desculpa, caderno de perguntas e resposta com altas revelações, rabiscos de idéias, alfabeto takiliano (sim, eu criei um alfabeto e não, não me lembro mais), cartões de aniversário, músicas do Legião que eu tanto tentava decorar...precisava aprender, pô! Escrevia a lot. Imaginava cenas de filme porque, claro, meus livros não seriam somente livros. Algum produtor ou roteirista iria se apaixonar pela minha viagem e claro, iria levá-los à telona! Eu receberia o Oscar de melhor atriz! Obvio, se o livro que seria filme era meu, quem melhor para representar a personagem principal? Ô Meu Deus...onde essa garota foi parar? Atrás de campanhas publicitárias, pesquisas de Ibope, números, concorrência, postura, reputação? Pode ser. Isso acontece com todo mundo? Chega uma hora que as coisas deixam de ser importante. Como eu li: Tudo cai, tudo esfria. Tudo vai embora um dia... Será que daqui a alguns anos, vou achar o máximo a minha idade dos 20 e poucos anos? Não estou reclamando ou até estou. É que sinto falta da menina dos 17 anos, que ainda tinha pôster do KLB e da Sandy pendurados no quarto. Tenho saudade da Tábata, da Julien, da Beline, da Kristin, do Danae, de Diacquos, de Tákila, de Mórbidus, da Gabi, da Tárcia...daquele mundo que era meu e que eu criei! E Saudade dói um pouco...dói muito. Nostalgia...saudades do Evaldo sentado na frente de casa depois do colégio; das discussões classe A tidas com o Tárcio – papo cabeça; do “Madaaame”, gritado pelo padeiro da frente de casa, o Júnior, na sua Mister Pão; da ansiedade para a chegada das férias que, certamente, seriam em Macapazinho; saudade esconde-esconde, do pira-pega, polícia e ladrão, das quedas de bicicleta, da música na praça, do sino caindo na igreja, quando eu mal sabia tocá-lo. Saudades...saudades! Mas estou bem com tudo o que construí nesses 22 anos. Minha vida só tem sido um pouco repetitiva pelas horas dedicadas ao trabalho. Aprendo. Aprendo muito. E amo. Amo muito. 21 anos esperando por alguém. 21 anos muito bem esperado! Valeu à pena todos os dias de espera e esperaria, pacientemente, o quanto fosse. Espero que a criatividade faça parte da minha novamente tão forte quanto já fez. Remember...Remember [ Ao som de Allister]

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Doze Anos - Chico Buarque


Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
Dar banda por aí
Fazendo grandes planos
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca
Ai, que saudades que eu tenho
Duma travessura
Um futebol de rua
Sair pulando muro
Olhando fechadura
E vendo mulher nua
Comendo fruta no pé
Chupando picolé
Pé-de-moleque, paçoca
E disputando troféu
Guerra de pipa no céu
Concurso de pipoca

domingo, 5 de setembro de 2010


Hoje sonhei com minha vó...
O incrível é que não lembrava dela. Ela partiu quando eu tinha 4 anos de idade.
Hoje, eu a vi perfeitamente...
No sonho, eu estava acompanhada com uma mulher dentro da nossa casa em Macapazinho...e a minha vó estava do lado de fora e não me viu! Assustada, ela olhou fundo pra desconhecida, como se reprovasse a entrada dela sozinha na sua casa. Foi então que eu apareci e disse: " Vó! Sou eu, vó!"

Ela me reconheceu e abriu um longo sorriso. " Meu amor! Vem aqui com a vovó!". Eu fui. Era de noite. Quando cheguei perto, não lembro muito dos detalhes. Talvez ela tenha me abraçado. O que eu lembro é ela indo embora, no rumo das castanheiras da Dona Lúcia, o antigo quintal do Alfredo.

Ela veio me visitar.

Mesmo eu não lembrando de como ela era, do que eu sentia por ela e do que ela sentia por mim...sinto que estou protegida.

Obrigada por hoje, Vó!

Tomara...só Tomara...


Tomara que os olhos de inverno das circunstâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu.

Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.

Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.

Tomara.

Ana Jácomo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Don't worry, be happy!

"in every life we have some trouble,
when you worry you make it double
don't worry, be happy"

[Em cada vida nós temos problemas
Quando você se preocupa você faz com que seja em dobro
Não se preocupe, seja feliz]

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Quando eu vou sentar no Banco da frente?

Sempre sou passageira. Ainda não provei o gostinho de ser motorista ou estar do lado do motorista.
As coisas têm sido retardadas ultimamente...e olha que o tempo passa voando, como a velocidade da luz.
Venho apenas participando das histórias alheias. Coadjuvante.
Preciso de decisões. Preciso comprar as minhas decisões.
Quero dirigir minha vida...e deixar o passageiro em algum ponto da cidade.
[metáfora]

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sou ou não sou?

É meio tenso! Não sei o que escrever depois de tanto tempo!
Huuuum, é como se precisasse reler todos os textos que aqui já escrevi, somente para ter um comparativo de como as coisas eram e como elas estão agora.
Talvez aqui seja o lugar em que eu me vista de “eu mesmo”. Normalmente, sou os outros. Falo sobre eles, digo talvez o que pode ser melhor naquela hora para a vida Deles (sim, o “bendito” conselho)...e não lembro de mim! Sinto que, ao falar de mim para qualquer pessoa, vou causar insônia ou tédio! Melhor evitar. E evito magistralmente.
Vou tentar deixar isso um pouco de lado.
Bom, só pelo que escrevi já vejo que muita coisa não mudou. Meu jeito de “eu guardada em mim” está lá. Eu pra mim, não para os outros.
Ai eu já percebo que sou mais egoísta do que eu penso ser. Não me divido. Não sou íntima. Não compartilho muita coisa. Por que estou presa à minha “torre de marfim”...o famoso isolacionismo.
De qualquer forma, mantendo meu egoísmo ou não, eu cresci. Um ano de mudanças mais aparentes. Outra postura, outro ritmo de vida...maior poder de decisão.
Hoje me sinto mais livre para amar sem rótulos. Consigo dar um passo além. Idealizo? Não sei. Eu vivo...com o que eu tenho, com as pessoas que eu tenho!
Sonho muitas coisas, mas venho planejando poucas. Espero que daqui pra frente muitas coisas aconteçam sem eu sonhar ou planejar...Que eu descubra que o que aconteceu é a realização de um sonho que eu nunca sonhei.
E lá eu vou, ao som de Breath Me – Sia, viajando nos pensamentos...na auto-punição e na auto-valorização.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Coisas que não se entendem...



Em 1927, no Brasil Colonial, o Tribunal de Santa Inquisição fora mandado visitar a cidade do Rio de Janeiro, afim de averiguar e punir os "pecadores" - aqueles que não seguiam os dogmas católicos.

Uma prática comum era a manipulação de elementos naturais - vegetais, folhas, etc - como medicina, na época. A Igreja Católica chamava isso de Feitiçaria.

Numa de suas andanças, o Inquisitor Manoel Porto encontrou uma " Feiticeira" numa vila afastada da cidade do Rio de Janeiro. Iria torturá-la por essa prática "moralmente condenável".

Contudo, por um lamentável infortúnio, fora mordido por uma cobra venenosa e ficou muito mal.

Não havendo outra possibilidade de Cura, já que estava afastado da cidade, Manoel Porto lançou sua vida nas mãos da feiticeira que condenava.

O Inquisitor curou-se, e , sem delongas, cumpriu brilhantemente seu trabalho: Torturou a mulher que salvara sua vida.
A Feiticeira.

Ps.:Existem coisas que realmente não têm explicação. O desejo humano de ser o melhor a desempenhar sua função, põe em cheque o que deveria ser um pré-requisito dessa raça: O amor ao próximo.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Terra do Nunca









Foi assim...repentinamente que me surgiu a idéia ou o devaneio de encontrar o meu eu perdido em algum lugar.

Não sabia por onde começar a procurá-lo e nem tinha a certeza de achá-lo. Só queria mergulhar na profunda fonte da Busca. E o meio de transporte mais eficaz é a imaginação

Numa auto-analise, talvez não tenha encontrado a mim mesmo. Encontrei algo maior. Uma terra. Uma terra Particular. Uma Terra que não Existe: A terra do Nunca.

Como posso ter encontrado um lugar que não existe, mas que se encontra dentro de mim?!

Ele é amplo. Sua presença não depende de sua existência. É infinito. É a fonte do meu escapismo. Escapismo de mim mesmo: o meu outro eu.

Lá, a minha imaginação não tem limites. Posso tudo o que eu quero. E quero tudo o que eu não poderia fazer se não estivesse lá, na Terra do Nunca.

Me liberto. Me atrevo. Ouço a minha voz. Faço o que eu quero. Não tenho medo de muita coisa.

E um lugar que não existe pode me dar esse poder, essa vontade?!

Pode!!

Mas no fundo eu sei que tudo é um grande devaneio.

É a idéia de ter o que não se pode e o que não existe.

Quando eu quero, eu crio.

Já ouvi dizer que alguém inventou a Terra do Nunca antes de mim. É verdade. Eu não a criei, apenas a reformulei do meu jeito, no meu mundo.

Todos têm uma Terra do Nunca escondida...mesmo que não saiba que aquele lugar onde você é VOCÊ MESMO, é assim chamado.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Ímpeto de princesa na torre tentando ser salva por um príncipe encantado?! Não...

Amadureci um monte. Mas ainda cultivo, por mais que não goste da idéia, um devaneio idílico. Sabe, aquela vontade de encontrar uma outra história que se encaixe com a minha.
Meus momentos de reflexão são praticamente diários. Passo praticamente uma hora dentro do ônibus, e, é lógico que não desperdiço meu tempo sem fazer algo construtivo. Daí o desejo de pensar sobre a vida. Meus momentos de filosofia acontecem quando olho pro nada.
Não sei se estou levando minha vida da maneira correta. Não sei se minhas atitudes são certas. E, sinceramente, tenho medo de que esteja falhando em algo, e que esse algo influencie no meu “futuro”.
Fico, dentro do ônibus, imaginando coisas e relembrando outras.
Certa vez um rapaz, até de beleza agradável, sentou ao meu lado. Tive a certeza que ele queria conversar, afinal, passar minutos dentro do ônibus de boca fechada não é nada fácil. Seu comportamento indicava que ele queria puxar assunto. E eu, na minha suprema individualidade, escutava música. Até que...ele desceu! Depois fiquei pensando...será que se eu tivesse tirado o fone do ouvido minha vida poderia mudar? Será que ele era uma pessoa que futuramente poderia ter tido algum significado pra mim? Será que deixei escapar uma grande história?

Não sei e nem saberei responder. Haveria duas hipóteses: ele poderia ser uma grande pessoa ou poderia ser uma péssima pessoa. E, relevando a segunda hipótese, certamente me livrei de uma futura decepção. Logo, parei com a minha paranóia do senso comum.
Agora estou mais...digamos que "Light". Descobri que as coisas simplesmente acontecem ou não. Vai saber do futuro...Ninguém sabe...nem mesmo a Madame Delamare!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

"Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra..."

Me permite mudar o final?! É? Então tá!!

" Tinha uma Pedra no Meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
E eu chutei ela com toda a força
Ela se quebrou ao meio
E nunca mais se atreveu a ficar no meio do MEU caminho.
Não tinha uma pedra no meio do caminho
No Meio do caminho não tinha uma Pedra"

Poesia Modernista: Não tem nada com nada. Mas diz muito mais do que qualquer parnasiana engomadinha. ^^

Ufaa!! Meu pé nem tá doendo!

domingo, 16 de dezembro de 2007

O velho modo antigo de se viver






Juvenal.
86 anos.

Ex-combatente da 2º Guerra Mundial. Lutava contra o exército de Hitler que amedrontava a todos, os não-alemães. Gozado, Hitler era Austríaco.
Seu Juvenal, apesar de seus longos e incansáveis anos de vida, continua o mesmo de 50 anos atrás: garoto forte (sim, garoto... o corpo perde a juventude, mas a alma só tem a ganhar), intrépido, rígido, insensível, um típico militar, que usa como argumento as perdas em campo.
Diz ser um homem honesto (aqui vou deixando o adjetivo “garoto”). Parece-me ser também.
Faz questão de me mostrar todas suas condecorações. Foi um profissional importante, aclamado.
Mas não sei... Não sei o que aconteceu! Qual terá sido o motivo de sua solidão?!
Mora sozinho. Numa casa enfeitada de quadros. Só os fantasmas do passado vem visitá-lo, assombrando-o com lembranças remotas.
Suas filhas não o visitam. Ele diz que não quer vê-las.
Quer sim.
Sua esposa foi embora. Ela não se conformou com suas leis intransigentes, depois de 26 anos do "até que a morte nos separe".
Toda noite, pega seu banquinho e senta em frente à sua casa. Costuma olhar o movimento na rua que não é tão intenso.
Ele gosta mesmo é de conversar. Foram necessários apenas dez minutos para ele começar a me contar toda sua história. Queria falar, e eu, ouvir, assiduamente.
Disse-me tantas coisas. Mas nenhuma me fez refletir tanto como aquela, que veio pronta para mim, só para mim, naquele momento.
“Tenho 86 anos, não ouso planejar mais 20. Na nossa idade, tudo gira em torno da experiência. Na sua, da expectativa.”
Só isso.
Foi o bastante para eu ver que ainda tenho chances de mudar o Sistema.
Sim, tenho!
Vou viver o bastante para fazer com que aquele velho modo de se acostumar com as coisas, legitimando-as, torne-se também obsoleto.
Quando pensamos que já sabemos o bastante...vem um amontoado de coisas novas que nos fazem ver que somos uma centelha diante da imensidão dos fatos.
Que Seu Juvenal tenha mais 100 anos.
E que se torne o Homem mais antigo do mundo!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"O Triste Fim de Luanne Reis" - Uma futilidade Confessional





Oh! Vida!

Não me queixo do que eu tenho, mas queria que outras coisas acontecessem nessa água de poço em que vivo.


Acho que aquilo de me achar "estranha", "fora dos padrões" não está sendo tão legal como antes...( já nem posso me vangloriar)


Outro dia, andava eu de ônibus quando um grupo de jovens, sentados do outro lado, riam falando de shopping, "ficas", enquanto eu estava sozinha, com um óculos no meio da cara e um livro entre as mãos..."O Triste Fim de Policarpo Quaresma".


Eles rindo e eu quase concentrada na Literatura Brasileira ( Se não fossem seus berros...)


Então, não sei se estou deixando de viver, mas quando eu penso nisso, deixo então de viver esses minutos que poderiam ser gastos com outras coisas, menos fúteis,. menos inúteis.


Acho que preciso de um namorado!! Mas não quero "arrumar" ou "arranjar"...afinal, o que é um namorado senão o oposto de uma camisa amassada jogado no guarda-roupa e que precisa ser arrumado?!


Bem, espero que, pelo menos aqui, a Vida não imite a Arte e minha vida não seja mais um título de livro jogado nas pratelerias...." Um Triste Fim de Luanne Reis"

Ponto de Vista


Sempre quis começar uma estória com "Era uma vez". Mas é que achava tão infantil...e tão comum. Parecia que ia narrar um conto da caronchinha.

Eis que, num súbito momento, como se emergisse em minha mente, três palavras aleatórias, brincando de gangorra: " Era uma vez"


Era uma vez um garoto triste que havia perdido seus pais em um naufrágio. Herdou uma voluptuosa fortuna.

Mas como um garoto de 10 anos poderia se vislumbrar com tanto dinheiro se ainda não tinha a audácia da ambição?

Ele só queria um coleguinha. Alguém que o distraísse "abicorando" petecas, deixando a bola cair na casa da vizinha ou mesmo rindo em frente à Tv, acompanhados de biscoitos recheados.

Conheceu o Pequeno Stonner e achou que havia encontardo uma amigo...uma salvação.

Até que um dia...

- Não fique assim...tão triste - disse o Pequeno Stonner - Eu sei muito bem como se sente...

- Sabe?! - perguntou o surpreso garoto com os solhos cintilantes em busca de compreensão.

- Sei... Uma vez meu gato caiu na piscina...Ele morreu afogado!


Conclusão: o que nós sentimos é só nosso. Não devemos buscar compreensão nos pensamentos alheios. Ninguém saberá nunca como nos sentimos de verdade quando algum fato, não nos mata, mas nos deixa acabados.

Não acreditemos quando alguém quiser nos compreender com falsas palavras.

Boas intenções às vezes machucam.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007


O sono não vem...
Meus Olhos abertos
Minha Mente imagina coisas que em outros momentos seriam inimagináveis... Sonhos lindos...desconstruídos pela fria realidade
Ah! Como é bom sonhar...
Ah! Como é ruim acordar e vê que tudo já passou!!


Odeio quando tento sonhar como uma situação e não consigo... Putz! Perdi o fio da meada...Perdi o fim... =/

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Tradução de pensamento



Venho falando de mim...mas, repentinamente, no "top of mind", lembro-me que talvez os "meus momentos" sejam vividos ( ou tenham sido vividos) por todos - ou alguns, para não generalizar. Porém com isso, algo me consome por dentro. Não...não sou única como eu pensava ser...com certeza existem pessoas melhores ou piores do que esse ser, neste instante "autoral": Eu...
Minhas frustrações, veementemente, já foram frustrações alheias também. O que talvez - para servir como um "aliviante consolo", de forma redundante - torna-me diferente, seja o modo de agir em determinadas situações. Pronto!!!...Agora sou única...Certamente não existem pessoas como eu, quer dizer, não mais amada (pelas pessoas que eu sei que me amam) ou mais querida como EU!
Cheguei a conclusão - bastante clichê - que as pessoas só dão valor ( ou falta) quando perdem alguém ou algo. Soube que agora notaram a minha ausência...Isso é bom! Pena que minhas características virtuais abstratas não tiveram peso nessa percepção...apenas alguns traços físicos.
Fiquei pensativa...Dou muito mais valor ao meu cérebro. Ele sou eu...é uma parte não visível, mas perceptível.
MInhas idéias surgem em lugares inoportunos - como agora - ...então estou sujeita a dar "asas a minha imaginação", nesse caso, auxiliado pelo lado esquerdo do meu cérebro.
Minha vida não é conturbada, mas minha mente, sim...É muita informação em um tempo muito curto. Pena que nem todas essas informações se transformarão em conhecimentos...
Fui à pouco interrompida - um daqueles incubus que existem em cada meio metro - para, enfim, ser questionada! A essência da pergunta era relativa a PAZ...( se bem que não tem muita coerência com o que venho escrevendo, mas é um entre os bilhares de conceitos que considero utópico...)
A Paz não existe!! devo ter chocado alguém...
O que existem são mediações de conflitos...Enquanto vivermos em nosso mundo particulamente heterogêneo, jamais haverá homogeneização de algo. Pessoas diferentes...Mentes diferentes!!
E, mais uma vez, penso ser única - estranha, desconfiada, paranóica... - mas única!
Não sei aonde esse texto - ou crônica - vai chegar...as coisas surgem na minha mente e , deixando a modéstia de lado ( Isso é raro...a Humildade sempre me monopoliza), sei que estou apta a traduzir meus pensamentos em palavras escritas para serem decodificadas ou mesmo absorvidas..
Enfim, nada mais a declarar...

Desabafo...


Por que a vida só é boa quando estamos presenciando uma agradável notícia? Não que queira surpreender-me com um fato lamentável, mas acho que às vezes é preciso tê-los, ou melhor, recebê-los. A vida, na verdade, é como um....um.....Ah! Nem sei à quem compará-la. Primeiramente, pensava que a vida fosse apenas um acontecimento biológico sem sentindo nenhum. As pessoas nascem, crescem, reproduzem e morrem, tal como aprendi, ou melhor, decorei, sendo uma das primeiras lições de ciências. Mas, com o passar do tempo, notei que a vida não era somente classificada em etapas de envelhecimento. Tinha algo a mais que deveria descobrir. Sinto que ainda estou presa às regras, mesmo sendo elas triviais. Nada me foge ao erro. Capto tudo no ato. E, sinceramente, não considero um defeito. Isso não significa que seja curiosa ou que queira que todos sejam perfeitos. Apenas busco a perfeição, mas sei que talvez seja uma perda de tempo. É uma opção minha. Fazer o quê? Às vezes, sinto também que não tenho personalidade. E, em contradição, às vezes pareço ter várias. Mas, certa vez, um alguém me disse que não é hipocrisia ser diferente com as pessoas. Cada uma é cada uma. Temos um modo distinto de tratá-las, de acordo com o que merecem. Vamos chamar isso de maleabilidade. Isso me absolve de minha culpa. Será que sou uma exceção em meio as pessoas ao meu redor? Parece que estou deslocada sempre. Nunca me sinto digna de um lugar. Pode até ser baixo auto-estima, o que realmente não queria que fosse, mas acho que me prejudica. Por tal prejuízo, empino meu nariz, embora morra de medo. Isso me sustenta a ousadia( vou usando uma intertextualidade). Sou tão forte, mas também tão frágil; meiga, mas também tão agressiva; e às vezes influenciada. E digo, influência não é tão ruim assim. Exceto, a exceção. Agora me dou conta que sou uma Metamorfose Ambulante, com direito a sê-la. É a única certeza que tenho sobre mim mesma. Essa explicação resume meus defeitos e minhas virtudes, já que para ser uma Metamorfose, tenho que está em constante inconstância. E, crivelmente, eu estou. Estou bem, mas outrora, estou muito mal. Estou feliz, mas subitamente a tristeza toma conta de mim, o tédio. Penso uma coisa, e falo. Porém, após meditar mais e mais, vejo que fui equivocada( este é um mal de que me policio. E para voltar atrás sem ficar perdida nas suas idéias? Convenço-me cada vez mais que melhor mesmo é ficar calada. Mas se isso acontece, julgo-me novamente culpada por não ter dito nada. Oh! Que contradição...só mesmo o instinto). Sou daquelas que pensa antes de dormir. Idealiza o que quer sonhar, embora sempre perca para o fracasso. E de minhas andanças, neurônio à neurônio, eis que desvendo dois tipos de sonhos: aquele que se aflora quando estou acordada, e aquele que, inconscientemente, surge do nada, em meio a um sono profundo. Inconscientemente? Poderia chamá-lo assim? Espere, deixa eu pensar...Os sonhos do sono , às vezes, são inconsciente( como posso sonhar com uma pessoa que eu nunca vi?). Porém, são também conscientes. Que confusão....só mesmo Freud explica. Mas, enfim. Há o sonho que atua no nosso são estado. Aquele o qual desejamos fervorosamente conquistar. E também, existem os sonhos involuntários( quando estamos dormindo). Vem de forma incontrolável e, freqüentemente, desagradável( reprodução de um medo). Assim, reflito sobre a magnitude de ser uma pessoa. Nem sempre falsa, e nem sempre verdadeira; nem sempre mentirosa, e nem sempre sincera ( pessoas demasiadamente sinceras são chatas). O bem e o mal. O claro e o escuro. O sim e o não. O amarelo e o azul, que sempre dão o verde. Isso prova que jamais seremos todos iguais( Ah! Insigne diferença!). Contudo, mesmo assim, resultaremos em algo novo. Algo que verdadeiramente, valha à pena e que se destaque por méritos e ações próprias. É assim que vivo e penso.