terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Quando eu vou sentar no Banco da frente?
As coisas têm sido retardadas ultimamente...e olha que o tempo passa voando, como a velocidade da luz.
Venho apenas participando das histórias alheias. Coadjuvante.
Preciso de decisões. Preciso comprar as minhas decisões.
Quero dirigir minha vida...e deixar o passageiro em algum ponto da cidade.
[metáfora]
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Sou ou não sou?
Huuuum, é como se precisasse reler todos os textos que aqui já escrevi, somente para ter um comparativo de como as coisas eram e como elas estão agora.
Talvez aqui seja o lugar em que eu me vista de “eu mesmo”. Normalmente, sou os outros. Falo sobre eles, digo talvez o que pode ser melhor naquela hora para a vida Deles (sim, o “bendito” conselho)...e não lembro de mim! Sinto que, ao falar de mim para qualquer pessoa, vou causar insônia ou tédio! Melhor evitar. E evito magistralmente.
Vou tentar deixar isso um pouco de lado.
Bom, só pelo que escrevi já vejo que muita coisa não mudou. Meu jeito de “eu guardada em mim” está lá. Eu pra mim, não para os outros.
Ai eu já percebo que sou mais egoísta do que eu penso ser. Não me divido. Não sou íntima. Não compartilho muita coisa. Por que estou presa à minha “torre de marfim”...o famoso isolacionismo.
De qualquer forma, mantendo meu egoísmo ou não, eu cresci. Um ano de mudanças mais aparentes. Outra postura, outro ritmo de vida...maior poder de decisão.
Hoje me sinto mais livre para amar sem rótulos. Consigo dar um passo além. Idealizo? Não sei. Eu vivo...com o que eu tenho, com as pessoas que eu tenho!
Sonho muitas coisas, mas venho planejando poucas. Espero que daqui pra frente muitas coisas aconteçam sem eu sonhar ou planejar...Que eu descubra que o que aconteceu é a realização de um sonho que eu nunca sonhei.
E lá eu vou, ao som de Breath Me – Sia, viajando nos pensamentos...na auto-punição e na auto-valorização.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Coisas que não se entendem...

Uma prática comum era a manipulação de elementos naturais - vegetais, folhas, etc - como medicina, na época. A Igreja Católica chamava isso de Feitiçaria.
Numa de suas andanças, o Inquisitor Manoel Porto encontrou uma " Feiticeira" numa vila afastada da cidade do Rio de Janeiro. Iria torturá-la por essa prática "moralmente condenável".
Contudo, por um lamentável infortúnio, fora mordido por uma cobra venenosa e ficou muito mal.
Não havendo outra possibilidade de Cura, já que estava afastado da cidade, Manoel Porto lançou sua vida nas mãos da feiticeira que condenava.
O Inquisitor curou-se, e , sem delongas, cumpriu brilhantemente seu trabalho: Torturou a mulher que salvara sua vida.
A Feiticeira.
Ps.:Existem coisas que realmente não têm explicação. O desejo humano de ser o melhor a desempenhar sua função, põe em cheque o que deveria ser um pré-requisito dessa raça: O amor ao próximo.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Terra do Nunca

Foi assim...repentinamente que me surgiu a idéia ou o devaneio de encontrar o meu eu perdido em algum lugar.
Não sabia por onde começar a procurá-lo e nem tinha a certeza de achá-lo. Só queria mergulhar na profunda fonte da Busca. E o meio de transporte mais eficaz é a imaginação
Numa auto-analise, talvez não tenha encontrado a mim mesmo. Encontrei algo maior. Uma terra. Uma terra Particular. Uma Terra que não Existe: A terra do Nunca.
Como posso ter encontrado um lugar que não existe, mas que se encontra dentro de mim?!
Ele é amplo. Sua presença não depende de sua existência. É infinito. É a fonte do meu escapismo. Escapismo de mim mesmo: o meu outro eu.
Lá, a minha imaginação não tem limites. Posso tudo o que eu quero. E quero tudo o que eu não poderia fazer se não estivesse lá, na Terra do Nunca.
Me liberto. Me atrevo. Ouço a minha voz. Faço o que eu quero. Não tenho medo de muita coisa.
E um lugar que não existe pode me dar esse poder, essa vontade?!
Pode!!
Mas no fundo eu sei que tudo é um grande devaneio.
É a idéia de ter o que não se pode e o que não existe.
Quando eu quero, eu crio.
Já ouvi dizer que alguém inventou a Terra do Nunca antes de mim. É verdade. Eu não a criei, apenas a reformulei do meu jeito, no meu mundo.
Todos têm uma Terra do Nunca escondida...mesmo que não saiba que aquele lugar onde você é VOCÊ MESMO, é assim chamado.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Ímpeto de princesa na torre tentando ser salva por um príncipe encantado?! Não...
Amadureci um monte. Mas ainda cultivo, por mais que não goste da idéia, um devaneio idílico. Sabe, aquela vontade de encontrar uma outra história que se encaixe com a minha.Meus momentos de reflexão são praticamente diários. Passo praticamente uma hora dentro do ônibus, e, é lógico que não desperdiço meu tempo sem fazer algo construtivo. Daí o desejo de pensar sobre a vida. Meus momentos de filosofia acontecem quando olho pro nada.
Não sei se estou levando minha vida da maneira correta. Não sei se minhas atitudes são certas. E, sinceramente, tenho medo de que esteja falhando em algo, e que esse algo influencie no meu “futuro”.
Fico, dentro do ônibus, imaginando coisas e relembrando outras.
Certa vez um rapaz, até de beleza agradável, sentou ao meu lado. Tive a certeza que ele queria conversar, afinal, passar minutos dentro do ônibus de boca fechada não é nada fácil. Seu comportamento indicava que ele queria puxar assunto. E eu, na minha suprema individualidade, escutava música. Até que...ele desceu! Depois fiquei pensando...será que se eu tivesse tirado o fone do ouvido minha vida poderia mudar? Será que ele era uma pessoa que futuramente poderia ter tido algum significado pra mim? Será que deixei escapar uma grande história?
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
No meio do caminho tinha uma pedra..."
Me permite mudar o final?! É? Então tá!!
" Tinha uma Pedra no Meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
E eu chutei ela com toda a força
Ela se quebrou ao meio
E nunca mais se atreveu a ficar no meio do MEU caminho.
Não tinha uma pedra no meio do caminho
No Meio do caminho não tinha uma Pedra"
Poesia Modernista: Não tem nada com nada. Mas diz muito mais do que qualquer parnasiana engomadinha. ^^
Ufaa!! Meu pé nem tá doendo!
domingo, 16 de dezembro de 2007
O velho modo antigo de se viver

Juvenal.
Seu Juvenal, apesar de seus longos e incansáveis anos de vida, continua o mesmo de 50 anos atrás: garoto forte (sim, garoto... o corpo perde a juventude, mas a alma só tem a ganhar), intrépido, rígido, insensível, um típico militar, que usa como argumento as perdas em campo.
Diz ser um homem honesto (aqui vou deixando o adjetivo “garoto”). Parece-me ser também.
Faz questão de me mostrar todas suas condecorações. Foi um profissional importante, aclamado.
Mas não sei... Não sei o que aconteceu! Qual terá sido o motivo de sua solidão?!
Mora sozinho. Numa casa enfeitada de quadros. Só os fantasmas do passado vem visitá-lo, assombrando-o com lembranças remotas.
Suas filhas não o visitam. Ele diz que não quer vê-las.
Quer sim.
Sua esposa foi embora. Ela não se conformou com suas leis intransigentes, depois de 26 anos do "até que a morte nos separe".
Toda noite, pega seu banquinho e senta em frente à sua casa. Costuma olhar o movimento na rua que não é tão intenso.
Ele gosta mesmo é de conversar. Foram necessários apenas dez minutos para ele começar a me contar toda sua história. Queria falar, e eu, ouvir, assiduamente.
Disse-me tantas coisas. Mas nenhuma me fez refletir tanto como aquela, que veio pronta para mim, só para mim, naquele momento.
“Tenho 86 anos, não ouso planejar mais 20. Na nossa idade, tudo gira em torno da experiência. Na sua, da expectativa.”
Só isso.
Foi o bastante para eu ver que ainda tenho chances de mudar o Sistema.
Sim, tenho!
Vou viver o bastante para fazer com que aquele velho modo de se acostumar com as coisas, legitimando-as, torne-se também obsoleto.
Quando pensamos que já sabemos o bastante...vem um amontoado de coisas novas que nos fazem ver que somos uma centelha diante da imensidão dos fatos.
Que Seu Juvenal tenha mais 100 anos.
E que se torne o Homem mais antigo do mundo!