domingo, 5 de setembro de 2010


Hoje sonhei com minha vó...
O incrível é que não lembrava dela. Ela partiu quando eu tinha 4 anos de idade.
Hoje, eu a vi perfeitamente...
No sonho, eu estava acompanhada com uma mulher dentro da nossa casa em Macapazinho...e a minha vó estava do lado de fora e não me viu! Assustada, ela olhou fundo pra desconhecida, como se reprovasse a entrada dela sozinha na sua casa. Foi então que eu apareci e disse: " Vó! Sou eu, vó!"

Ela me reconheceu e abriu um longo sorriso. " Meu amor! Vem aqui com a vovó!". Eu fui. Era de noite. Quando cheguei perto, não lembro muito dos detalhes. Talvez ela tenha me abraçado. O que eu lembro é ela indo embora, no rumo das castanheiras da Dona Lúcia, o antigo quintal do Alfredo.

Ela veio me visitar.

Mesmo eu não lembrando de como ela era, do que eu sentia por ela e do que ela sentia por mim...sinto que estou protegida.

Obrigada por hoje, Vó!

Tomara...só Tomara...


Tomara que os olhos de inverno das circunstâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu.

Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.

Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.

Tomara.

Ana Jácomo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Don't worry, be happy!

"in every life we have some trouble,
when you worry you make it double
don't worry, be happy"

[Em cada vida nós temos problemas
Quando você se preocupa você faz com que seja em dobro
Não se preocupe, seja feliz]

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Quando eu vou sentar no Banco da frente?

Sempre sou passageira. Ainda não provei o gostinho de ser motorista ou estar do lado do motorista.
As coisas têm sido retardadas ultimamente...e olha que o tempo passa voando, como a velocidade da luz.
Venho apenas participando das histórias alheias. Coadjuvante.
Preciso de decisões. Preciso comprar as minhas decisões.
Quero dirigir minha vida...e deixar o passageiro em algum ponto da cidade.
[metáfora]

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sou ou não sou?

É meio tenso! Não sei o que escrever depois de tanto tempo!
Huuuum, é como se precisasse reler todos os textos que aqui já escrevi, somente para ter um comparativo de como as coisas eram e como elas estão agora.
Talvez aqui seja o lugar em que eu me vista de “eu mesmo”. Normalmente, sou os outros. Falo sobre eles, digo talvez o que pode ser melhor naquela hora para a vida Deles (sim, o “bendito” conselho)...e não lembro de mim! Sinto que, ao falar de mim para qualquer pessoa, vou causar insônia ou tédio! Melhor evitar. E evito magistralmente.
Vou tentar deixar isso um pouco de lado.
Bom, só pelo que escrevi já vejo que muita coisa não mudou. Meu jeito de “eu guardada em mim” está lá. Eu pra mim, não para os outros.
Ai eu já percebo que sou mais egoísta do que eu penso ser. Não me divido. Não sou íntima. Não compartilho muita coisa. Por que estou presa à minha “torre de marfim”...o famoso isolacionismo.
De qualquer forma, mantendo meu egoísmo ou não, eu cresci. Um ano de mudanças mais aparentes. Outra postura, outro ritmo de vida...maior poder de decisão.
Hoje me sinto mais livre para amar sem rótulos. Consigo dar um passo além. Idealizo? Não sei. Eu vivo...com o que eu tenho, com as pessoas que eu tenho!
Sonho muitas coisas, mas venho planejando poucas. Espero que daqui pra frente muitas coisas aconteçam sem eu sonhar ou planejar...Que eu descubra que o que aconteceu é a realização de um sonho que eu nunca sonhei.
E lá eu vou, ao som de Breath Me – Sia, viajando nos pensamentos...na auto-punição e na auto-valorização.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Coisas que não se entendem...



Em 1927, no Brasil Colonial, o Tribunal de Santa Inquisição fora mandado visitar a cidade do Rio de Janeiro, afim de averiguar e punir os "pecadores" - aqueles que não seguiam os dogmas católicos.

Uma prática comum era a manipulação de elementos naturais - vegetais, folhas, etc - como medicina, na época. A Igreja Católica chamava isso de Feitiçaria.

Numa de suas andanças, o Inquisitor Manoel Porto encontrou uma " Feiticeira" numa vila afastada da cidade do Rio de Janeiro. Iria torturá-la por essa prática "moralmente condenável".

Contudo, por um lamentável infortúnio, fora mordido por uma cobra venenosa e ficou muito mal.

Não havendo outra possibilidade de Cura, já que estava afastado da cidade, Manoel Porto lançou sua vida nas mãos da feiticeira que condenava.

O Inquisitor curou-se, e , sem delongas, cumpriu brilhantemente seu trabalho: Torturou a mulher que salvara sua vida.
A Feiticeira.

Ps.:Existem coisas que realmente não têm explicação. O desejo humano de ser o melhor a desempenhar sua função, põe em cheque o que deveria ser um pré-requisito dessa raça: O amor ao próximo.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Terra do Nunca









Foi assim...repentinamente que me surgiu a idéia ou o devaneio de encontrar o meu eu perdido em algum lugar.

Não sabia por onde começar a procurá-lo e nem tinha a certeza de achá-lo. Só queria mergulhar na profunda fonte da Busca. E o meio de transporte mais eficaz é a imaginação

Numa auto-analise, talvez não tenha encontrado a mim mesmo. Encontrei algo maior. Uma terra. Uma terra Particular. Uma Terra que não Existe: A terra do Nunca.

Como posso ter encontrado um lugar que não existe, mas que se encontra dentro de mim?!

Ele é amplo. Sua presença não depende de sua existência. É infinito. É a fonte do meu escapismo. Escapismo de mim mesmo: o meu outro eu.

Lá, a minha imaginação não tem limites. Posso tudo o que eu quero. E quero tudo o que eu não poderia fazer se não estivesse lá, na Terra do Nunca.

Me liberto. Me atrevo. Ouço a minha voz. Faço o que eu quero. Não tenho medo de muita coisa.

E um lugar que não existe pode me dar esse poder, essa vontade?!

Pode!!

Mas no fundo eu sei que tudo é um grande devaneio.

É a idéia de ter o que não se pode e o que não existe.

Quando eu quero, eu crio.

Já ouvi dizer que alguém inventou a Terra do Nunca antes de mim. É verdade. Eu não a criei, apenas a reformulei do meu jeito, no meu mundo.

Todos têm uma Terra do Nunca escondida...mesmo que não saiba que aquele lugar onde você é VOCÊ MESMO, é assim chamado.